“Rememória”: Média-metragem selecionado pelo Arte em Rede 2021 tem exibição no dia 6 de maio, às 19h, pelo YouTube do TJA
4 de maio de 2022 - 15:28 #Programação

Dirigido por Rosana Braga Reis e Mariana Bertini, documentário cênico foi filmado nos municípios de Acarape, Redenção e Fortaleza e teve apoio de editais da Lei Aldir Blanc.
O canal do YouTube do Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe no dia 6 de maio (sexta-feira), às 19h, a estreia de “Rememória”, documentário cênico dirigido por Rosana Braga Reis e Mariana Bertini, do “Para Minhas Filhas”. O projeto, selecionado pela convocatória Arte em Rede 2021, recebeu apoio de editais da Lei Aldir Blanc.
“Repetir, repetir, repetir. Repetir até ficar diferente!” – essa é uma máxima comum de se escutar no meio teatral. Rememória (2022, 53min) segue essa lógica, e fala sobre “memória, invenção e repetição” no universo feminino através de personagens reais. Além de relatos pessoais das duas artistas que conduzem o processo teatral “Para Minhas Filhas”, o filme conta a história de Lúcia, Luísa, Nenice, Glauciana, Vilalba, ngela e Ana Paula – sete artesãs (ou, melhor dizendo: artistas!) moradoras do município de Acarape, no Maciço de Baturité, a 60 km de Fortaleza.
O média-metragem tem material filmado desde 2019, ano em que o “Para Minhas Filhas” iniciou suas atividades com a proposta de as próprias artistas (à época, Rosana Braga Reis e Priscila Machado) “abrirem os seus baús familiares” e produzirem um “teatro do real”, produzindo cenas baseadas em “autoescritura” (termo que o meio teatral vem utilizando na contemporaneidade para se referir aos relatos autobiográficos, com maior ou menor teor de “ficção”). O filme é composto por entrevistas, imagens de arquivo, registros de ensaios e cenas inéditas gravadas no Theatro José de Alencar em outubro de 2021.
O processo em teatro é atualmente composto por Rosana Braga Reis como atriz e dramaturga, sob a direção de Mariana Bertini. Durante a pandemia, as duas artistas precisaram se reinventar; com apoio do Edital Arte Livre (oriundo da Lei Aldir Blanc e executado pela Secult-CE), o “Para Minhas Filhas” realizou o seu primeiro laboratório cênico – a Oficina da Memória – na cidade de Acarape com o grupo de artesãs.
O filme conta a história por trás de uma série de frustrações e reviravoltas nos planejamentos do grupo, que precisou refazer a metodologia da oficina várias vezes devido à série de lockdowns enfrentados pela população nos anos de 2020 e 2021. Agora, com o apoio de outro edital – o Arte em Rede, também gerido pela Secult-CE – o Para Minhas Filhas recupera o apanhado de três anos e meio de trabalho e o entrega em formato de “documentário cênico”, misturando entrevistas com cenas no palco.
“Pra nós, Rememória é um filme especial porque, além de contar a história da nossa pesquisa teatral, registra e publiciza o dia em que um grupo de artesãs e artistas de um município do interior do estado teve acesso, pela primeira vez, ao palco do Theatro José de Alencar, para assistir um espetáculo preparado especialmente pra elas”, relata Rosana Braga Reis, ex-moradora de Acarape, atualmente vivendo em Redenção.
Fusões entre teatro e audiovisual: herança da pandemia?
“Rememória” não é o primeiro documentário produzido pelo processo teatral “Para Minhas Filhas”. Em 2021, o grupo produziu o “Oficina da Memória” (23min), filme também pandêmico que remonta ao início do laboratório cênico, de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. Mariana Bertini conta que a primeira versão da Oficina da Memória foi realizada com as “Bertinas”, as mulheres de sua família. “Eu pensei: e as nossas mulheres? A gente não vai compartilhar e querer saber as histórias das nossas mulheres? Porque a gente sempre começa estudando outro esse outro?”
Além dos dois documentários, o “Para Minhas Filhas” possui diversos outros trabalhos que provocam um híbrido entre teatro e audiovisual. É o caso da cena “O Sonho” (gravada no quintal de Rosana durante um lockdown e dirigida por Mariana à distância) e das “Cartas Para Minhas Filhas” (uma série de três “Cartas-Conselhos”, que conta com texto e performance também da atriz Priscila Machado).
Essa mistura entre a sétima arte e artes cênicas também provocam uma alternância de “função” entre as artistas. Rosana explica: “No palco, eu sou atriz e dramaturga, e Mari é diretora… Embora ela também apareça em cena! Já no cinema, nós duas somos diretoras, e eu assino o roteiro, mas a verdade é que nós duas pensamos tudo juntas, também realizamos produção executiva juntas, escrevemos projeto para edital juntas… Pra ter ideia do tanto que a gente trabalha: esse é primeiro produto audiovisual do projeto que não foi editado diretamente por nós”. Boa parte do material do Para Minhas Filhas pode ser encontrado no perfil do projeto no Instagram.
✔ ️ O Arte em Rede – Convocatória para seleção de projetos artísticos digitais 2021/2022 é apresentado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. É uma realização em rede pelos equipamentos da Secult Ceará, geridos em parceria com o Instituto Dragão do Mar.
SERVIÇO
Estreia: Documentário “Rememória” (2022), de Rosana Braga Reis e Mariana Bertini
Quando: 6 de maio (sexta-feira), às 19h
Transmissão: canal do YouTube do Theatro José de Alencar (www.youtube.com/theatrojosedealencar)
Português/ Legendado
Duração: 53 minutos
Fotos de divulgação:
https://drive.google.com/drive/folders/1wbq7BeZMmiFJNOh-SK3EEwSm0ujjAOhh?usp=sharing
Mais informações:
ASCOM TJA – ascom.tja@idm.org.br
Teresa Monteiro – (85) 99639-6417
————————————-
Theatro José de Alencar
Site: http://theatrojosedealencar.secult.ce.gov.br
Youtube: www.youtube.com/theatrojosedealencar
Instagram: www.instagram.com/tja.theatrojosedealencar
Facebook: www.facebook.com/theatrojosedealencar