Secult e Escola de Gastronomia Social participam de Audiência Pública sobre o Programa Ceará Gastronomia

13 de julho de 2021 - 17:31

Texto: Ascom Secult

O secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano Piúba, participou, na tarde desta terça-feira, 13/7, da Audiência Pública da Comissão de Cultura e Esportes da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará que discutiu sobre a Proposição n.º 80/2021 que “Institui a Política Estadual da Gastronomia e da Cultura Alimentar, cria o Programa Ceará Gastronomia, e dá outras providências”. Com transmissão ao vivo, a audiência contou com representantes da Casa Civil, da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, além de representantes de ONGs, professores de universidades, comunidades de gastronomia, representantes do MST e movimentos sociais.

A política para a Gastronomia e a Cultura Alimentar no Ceará foi destacada pelo secretário Fabiano Piúba como intersetorial. A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) acompanha o Programa Ceará Gastronomia, na sua interlocução com outras secretarias e a sociedade civil. “É impossível pensar a gastronomia separada da cultura alimentar. Esse programa vai nos dar base estrutural , administrativa e orçamentária para que essa política possa ter um local institucional de desenvolvimento. Enquanto lei, pensamos em sua transversalidade, envolvendo o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento agrário, a educação, o turismo, a cultura, mas sobretudo a sociedade civil e principalmente com participação das universidades, pois as instituições de ensino e pesquisa terão papel fundamental para qualificação dessa política, como é o caso da própria Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, equipamento da Secult”, pontuou.

O assessor especial da Casa Civil para Gastronomia, João Lima, apresentou, na ocasião, o Programa Ceará Gastronomia. “A formação social e cultural é um desafio para nós no campo da gastronomia. Sabemos que existem escolas de gastronomia no estado, mas nem todas conseguem ter um foco para a cultura alimentar. Muitas estão ligadas à gastronomia internacional. Poderíamos ter um estímulo maior a usar o que é nosso, no Ceará”, destacou, acrescentando que é necessário o mapeamento da cadeia produtiva gastronômica do estado, para saber seu rumo e inserção na economia.

Participando também da audiência, a superintendente da Escola de Gastronomia, Selene Penaforte, ressaltou a contribuição do equipamento como centro de formação. “O Ceará se diferencia por todo esse apoio e criação de políticas de estado que visam o fortalecimento dessa área da gastronomia e cultura alimentar. A Escola de Gastronomia Social cumpre esse papel de destaque por ser uma política pública garantida, que é referência nacional e é pioneira na área de gastronomia social. A escola teve como dar contribuição a este projeto principalmente no que diz respeito ao campo da formação”, frisou Selene Penaforte.