Espetáculo A Volta pra Casa circula em Escolas de Caucaia
10 de dezembro de 2019 - 11:29

Os palhaços Titico e Fifis voltam à cena através do espetáculo “A volta pra casa”. O trabalho é fruto da pesquisa dos artistas Neto Sier e Felício da Silva na linguagem dos palhaços Augusto e Branco. Os artistas iniciaram suas pesquisas em palhaço no ano de 2013 e ao longo de suas trajetórias artísticas criaram números e foram contemplados com o Prêmio Copa 2014 para compor a programação da Copa do Mundo 2014 através de convocatória do Ministério da Cultura.
Em 2016, após contemplação no Xl Edital de Incentivo às Artes – Circo 2016, da Secretaria da Cultura do Ceará, Neto Sier, juntamente com Felício da Silva, iniciaram os processos de construção de uma dramaturgia cômica onde o jogo e as funções cômicas “augusto e branco” fossem a motriz do espetáculo “A volta pra casa”. O trabalho é, principalmente, uma ode a amizade. Os atores são amigos de longas datas, e, como, uma amizade não é só flores, se desentenderam por diversas vezes a ponto de se desencontraram. Mas quem não tem aquele amigo que você briga e logo depois estão se abraçando? Que passam juntos por diversas barras e superam juntos? No enredo Titico e Fifis, com sua mala, apresentam um repertório de números para a plateia. Em um contexto de guerra os dois são capturados, após se desentenderem, e, diante de um ambiente hostil a vida, continuam seus jogos e brincadeiras como tentativa de sobreviver frente a barbárie.
Ainda sobre o trabalho, o projeto é um esforço dos palhaços-performers em “voltar para casa” após desencontros e dessabores da vida. Viver em família não é fácil. Viver em fraternidade cômica exige amadurecimento humano. “A volta pra casa” é uma alegoria da trajetória de dois artistas palhaços. Um delineamento de cenas que coloque Fifis e Titico de volta nos trilhos do lúdico e do jogo cômico do palhaço. Uma ode a amizade. As “saídas de rua” são parte deste processo. Nela a aliança entre os palhaços se renovam e o contato com os transeuntes, que viram público espontâneo, justificam o “corpo, o estado e o jogo do palhaço”. Essas “saídas” ainda são as tentativas do reencontro, o abraço que não quer se soltar. A vida real e concreta nos impõe coisas. Palhaços, mesmo subversivos, não ficam imunes a ela. Pessoas por trás da máscara cômica carregam no coração as falhas em acerta com a plateia e as falhas em acertar como dupla. A “queda” dos performers é a queda da dupla. Qual dupla de palhaços não passou por isso? A biografia dos performers é combustível criativo da dramaturgia de “A volta pra casa”. Uma história de amizade para qualquer amigo ouvir em qualquer parte do mundo. Afinal para que servem amigos? Para nada, mas eles são indispensáveis. A gente gosta, quer bem, quer perto.
O projeto “A volta pra casa” está circulando pela cidade de Caucaia em escolas e ongs. No dia 2 de dezembro o espetáculo passou pela Escola Edson Correa. Já no dia 10 de dezembro as apresentações ocorrem na EEEP Prof. Antonio Valmir da Silva e Associação Escola de Campeões.
Fonte: Cia. Teatral Acontece
Serviço
“A volta pra casa”
2 de dez | Escola Edson Correa;
10 de dez | EEEP Prof. Antonio Valmir da Silva e Associação Escola de Campeões
Gratuito