Despedida de Messias Holanda: velório no Theatro José de Alencar músicos, amigos, familiares e artistas no TJA
26 de março de 2018 - 20:22
Foto: Divulgação/Secult/Felipe Abud.
Músicos, amigos, familiares e artistas estiveram reunidos no Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), na tarde desta segunda-feira, 26/3, para se despedir de Messias Holanda, o compositor de sucessos que ficaram na história da música nordestina, como “Pra tirar Côco”, “Mariá” e “Vendedora de Race”. Após o velório, o corpo do músico seguiu para o Cemitério São João Batista, no Centro de Fortaleza. A Secult divulgou nota de pesar pelo falecimento do músico e compositor de Missão Velha, que marcou as festas do povo cearense, com mais de 100 composições, 15 LPs e 11 CDs em sua discografia. Lembrado pela irreverência em suas letras, Messias Holanda deixa um grande legado para a música popular.
Através de sua música, Messias Holanda trouxe alegria para muita gente. Sua trajetória e sonhos passaram pelo palco do TJA, como comentou sua irmã, Angela Holanda. “Ele já fez tanta alegria pras pessoas e agora está fazendo festa no céu, com o forró dele maravilhoso. Ele estava muito esperançoso há um ano atrás de gravar o DVD dele, quando teve um show de homenagem a ele, no Theatro José de Alencar. Mas ele teve uma piora, aí não deu. Mas nós vamos realizar o sonho dele. Depois vamos falar com os cantores, compositores e gravar um DVD de todos cantando Messias Holanda, porque era o sonho dele. A família, com a homenagem, ficou motivada e feliz. Para ele o TJA era o melhor palco da vida. Estamos muito agradecidos”, destacou.
O diretor e produtor Clébio Viriato também compareceu ao velório, destacando que está em fase de produção um filme documentário sobre o músico, que será dirigido por ele e Nirton Venancio. “Há dois anos viemos acompanhando a vida do Messias Holanda. A nossa ideia é fazer um documentário sobre a sua trajetória e a importância que ele tem para a manutenção do forró de raiz. O filme deve estar pronto em 2019. Depois de sua morte fica complicado. A gente pensava que ele ia se recuperar, fazer o seu tratamento de coluna, mas não deu certo. Já temos muitas imagens com o sr. Messias. Temos imagens do último show, última entrevista em vida. A partir de agora vamos nos debruçar para conseguir depoimentos dessas pessoas próximas a ele e da nova geração, além de uma pesquisa minuciosa de materiais de arquivos”, ressaltou.
A diretora do TJA, Selma Santigo, lembrou da homenagem feita em 12 de janeiro de 2017 ao compositor no Theatro, que reuniu grandes nomes da música cearense como Waldonys, Dedim Gouveia, Chico Pessoa, Dorgival Dantas, Eugênio Leandro, Adelson Viana, Cirano, entre tantos outros. “Essa homenagem no TJA foi o último show que ele participou mais ativamente, ele tava super bem, dinâmico, animado. O TJA é um palco das diversas artes e também palco do forró. Vários forrozeiros passaram por aqui e o último grande show de forró que tivemos foi esse de homenagem ao Messias Holanda. A Secult e o TJA reconhecem o que ele representa para a música nordestina. Um compositor popular de forró que passou por várias gerações”, comentou.