Contos, causos e cantorias, intiriçados feito cantiga de grilo: maratona que não cansa
14 de dezembro de 2014 - 18:01
Uma maratona para não se cansar. Pelo contrário, crianças e adultos estão aproveitando demais a maratona de contação de histórias “Contos, causos e cantorias, intiriçados feito cantiga de grilo”, neste último dia da Bienal Internacional do Livro do Ceará 2014. A atividade não fadiga nem mesmo os contadores. Cada apresentação dura cerca de 20 minutos para que o público tenha a oportunidade de ouvir e ver um time de peso na arte de narrar e interpretar histórias.
Efigênia Alves, Elder Sales, Kelsen Bravos, Ítalo Castelar, Marcos Melo Maracatu, Paula Yemanjá, Tamara Bezerra e Tino Freitas, além dos contadores de histórias da Casa do Conto, do Grupo Solavanco e da Companhia Catirina, entre outros, formam uma seleção que começou a se apresentar às 13h deste domingo (14) e termina logo mais às 19h, na sala 7 do Mezanino 1 do Centro de Eventos do Ceará. Durante todo esse tempo, meninos e meninas e também seus pais, avós, tios, primos, padrinhos, estão tendo a oportunidade de ingressar por um mundo de fantasias. Alguns contadores incrementam as histórias com figurinos e música, outros nem se valem de acessórios para seduzir o público.
A contação de histórias é mais do que uma simples narração, é a arte de prender a atenção de crianças e também de adultos, fazendo com que esse público não apenas escute, mas participe, interaja e contribua com o desenrolar das histórias. Na maratona “Contos, causos e cantorias, intiriçados feito cantiga de grilo”, é uma graça ver os contadores em cena, as crianças na plateia e os adultos voltando a ser que nem elas, uns e outros numa interação com as histórias.
A função é entreter, divertir e também educar. Por isso mesmo, as histórias são, em geral, fábulas, que trazem sempre uma lição moral e onde os animais agem, pensam e sentem como seres humanos. Na maratona de contação de histórias do último dia da XI Bienal do Livro do Ceará, os contadores se fizeram de bichos, como joaninha, arara azul, hiena, jabuti e coelho, para passar mensagens sobre aceitação própria, autoestima, respeito ao outro e igualdade entre os seres.
“Qual é teu segredo de ser tão pretinha?” A pergunta, feita por um coelho, extraída do livro “Menina bonita do laço de fita”, de Ana Maria Machado, por exemplo, mostrava para os pequenos e os grandinhos uma mensagem implícita contra o preconceito e a discriminação racial. Assim fez Efigênia Alves, ao se apropriar do texto da escritora, em sua apresentação na Bienal do Livro. Assim também fez Paula Yemanjá (foto), ao interpretar o conto popular de origem africana “O jabuti e a hiena”, para dizer de uma época e de um reino em que não havia distinção entre homens e bichos.
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