Com apoio da Secult, paleontologia cearense é destaque no curta “Na Terra dos Dinossauros”
26 de março de 2026 - 14:12 #PNAB #PNAB CEARÁ #Política Nacional Aldir Blanc
Ascom curta “Na Terra dos Dinossauros” - Texto

Na Terra dos Dinossauros (Foto: Daniel Maycon)
Um dos maiores patrimônios culturais e científicos do Ceará e do Brasil, os achados paleontológicos da Chapada do Araripe, é o ponto de partida para as aventuras de Júlia, uma garota de sete anos que visita o museu Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri. A partir desse cenário, se desenvolve o enredo do curta-metragem em animação intitulado “Na Terra dos Dinossauros”, da Narrativa Entretenimento, produtora de cinema sediada em Meruoca (CE), que já realizou as animações em curta-metragem “As aventuras de Ana e João” (2021) e “O Velho Entardecer” (2022), além do longa-metragem “Um Natal no Sertão”, a ser lançado em 2026.
O fantástico universo da paleontologia do CE
Por meio da jornada de autodescoberta e crescimento pessoal de Júlia, o filme convida o espectador a mergulhar, de forma lúdica e envolvente, no extraordinário universo da paleontologia cearense. Na Terra dos Dinossauros se encontra em fase de produção, contando com apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura. O projeto foi contemplado pelo 15º Edital Ceará de Cinema e Audiovisual – Produção e Finalização de Curtas-Metragens, com recursos provenientes da Política Nacional Aldir Blanc. O lançamento está previsto para 2027.
“O objeto primal da narrativa é criar uma conexão profunda entre o público e a protagonista. Queremos que os espectadores se identifiquem com Júlia, torçam por sua superação e se emocionem com sua jornada, oferecendo uma experiência audiovisual rica e transformadora, que celebre valores como curiosidade, coragem e empatia, transportando o espectador para uma história cativante que transcende o tempo e a imaginação”, afirma o diretor Augusto César dos Santos.
Além de seu aspecto lúdico, imagético e criativo, o filme contribui também para divulgar o rico acervo dos fósseis extraídos da bacia paleontológica local, que é uma das mais produtivas do mundo, instigando a curiosidade e o interesse do público infantojuvenil. “A relevância dos achados em exposição no museu tem destaque na América Latina e isso merece ser parte do conhecimento de nossas crianças e jovens”, diz a produtora Emily Bernardo.
A produção é assinada por Emily Bernardo e Felipe Brandão, meruoquenses egressos do TV de Rua, relevante projeto de formação audiovisual promovido pelo Instituto Tapuia. Responsáveis pela coordenação técnica e administrativa do curta, a dupla acompanha de perto todas as etapas da produção — da organização da equipe, contratação de profissionais e suporte à concepção artística ao monitoramento diário das demandas do projeto — contribuindo diretamente para a realização do filme.
Técnica
O curta, em animação 2D, vai utilizar a técnica de cut-out, que confere uma estética lúdica e artesanal, dialogando de forma orgânica e envolvente com a temática e a narrativa infantojuvenil. A abordagem, além de otimizar os recursos de produção, ressalta a riqueza visual dos personagens e cenários, potencializando sua expressividade.
“A direção de arte e fotografia foram pensadas para capturar a riqueza visual da Chapada do Araripe. Enquadramentos abertos serão utilizados para destacar a grandiosidade das paisagens locais, em diálogo harmônico com planos médios e fechados que evidenciem tanto a riqueza dos detalhes dos fósseis expostos no museu quanto as sutilezas das emoções vivenciadas pela protagonista”, descreve o diretor.
Modernidade e ancestralidade se unem na trilha sonora, ilustrando a transição da protagonista entre a realidade e a ficção. Assim, a música – criada exclusivamente para o filme – também desempenhará um papel crucial no filme, ao intensificar o humor e a atmosfera de cada cena.
Sinopse
Júlia é uma curiosa e imaginativa garota de sete anos, apaixonada por dinossauros, mas com fobia de pássaros. Durante uma excursão escolar a um museu de paleontologia na Chapada do Araripe (CE), enquanto a turma explora as exposições, ela acaba se transportando para uma realidade pré-histórica, onde experimenta encontros surpreendentes com dinossauros vivos e outras criaturas fascinantes, mergulhando em aventuras que lhe exigem coragem e empatia. Júlia finalmente se dá conta de que os pássaros de hoje descendem de dinossauros extintos e consegue enfrentar seu medo. Quando retorna da jornada de autodescoberta, ela compartilha as experiências transformadoras e inspira a turma com sua curiosidade ainda mais aguçada.