MIS CE realiza programação especial de férias e apresenta nova obra imersiva em janeiro

8 de janeiro de 2026 - 09:47 #

Ascom MIS - Texto

A sala imersiva do museu exibe uma nova obra a partir das 13h deste sábado (10)

A programação de janeiro no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) traz novidades com a realização de programação no museu e em outros espaços da cidade de Fortaleza. O “Conexão Férias no MIS” será realizado de 9 a 24 de janeiro e contará com sete oficinas, das quais quatro serão em ambientes externos ao museu. A programação é voltada para crianças, adolescentes e famílias. Neste sábado, dia  10 de janeiro, a partir das 13h, o MIS CE apresenta uma nova obra na sala imersiva: “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna”. Toda a programação é gratuita.  O MIS CE integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria da Cultura do Ceará, com gestão parceira do Instituto Mirante.

A primeira oficina do “Conexão Férias no MIS” é Retalhos de Tecido, Fios de Memória, com Naianny Kelly e Nair Beatriz, que acontece nesta sexta-feira, dia 9 de janeiro, das 15h às 18h, no Museu da Boneca de Pano. A iniciativa é voltada para crianças a partir dos 10 anos de idade. No sábado, dia 10, será realizada no MIS a oficina “Nosso Jaraguá”, com Val Araújo e Beatriz Gurgel. As demais oficinas serão realizadas às sextas e sábados de janeiro (16, 17, 23 e 24 de janeiro).

Oficinas Férias no MIS

Retalhos de Tecido, Fios de Memória, com  Naianny Kelly e Nair Beatriz
9 de janeiro, sexta-feira
15h às 18h
Museu da Boneca de Pano (R. Dep. Joel Marques, 110 – Pici)
15 vagas. inscrições por ordem de chegada.
classificação indicativa: A partir dos 10 anos de idade.

Nosso Jaraguá, com Val Araújo e Beatriz Gurgel 
10 de janeiro, sábado
15h às 17h
Sala Multiuso (Andar -1 do Anexo)
10 vagas. inscrições no link da bio do perfil @mis_ceara
classificação indicativa: livre

Universos em fragmentos: a fantasia reimaginada pela colagem com Nicole Mota e Aguie Lima
16 de janeiro, sexta-feira
15h às 18h
Sala Multiuso (Andar -1 do Anexo)
20 vagas. inscrições por ordem de chegada.
classificação indicativa: crianças a partir de 10 anos | adultos sem delimitação de idade

Anima MIS: oficina de animação em stop motion com Carol Rodrigues e Viviane Lima
17 de janeiro, sábado
15h às 18h
Sala Multiuso (Andar -1 do Anexo)
20 vagas. inscrições por ordem de chegada.
classificação indicativa: 8 a 14 anos de idade.
gratuito

Brinquedos ópticos: produção de óculos 3D com Nair Beatriz e Sam Célio
23 de janeiro, sexta-feira
14h às 17h
Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa)
10 vagas. inscrições por ordem de chegada.
classificação indicativa: 10 a 14 anos de idade.
gratuito

Cinema em Casa: construindo projetor caseiro com Fernando Wesley
23 de janeiro, sexta-feira
14h às 17h
Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa)
10 vagas. inscrições por ordem de chegada.
Classificação indicativa: 10 a 14 anos de idade.
gratuito

Palquinho Dos Sonhos: Produção de teatro de marionetes com Vitor Paiva
24 de janeiro, sábado
9h às 12h
Instituto Metamorfose (Rua São Gerardo, 54 – Cais do porto)
15 vagas. inscrições por ordem de chegada.
classificação indicativa: 8 a 14 anos de idade.
gratuito

Nova obra imersiva

Outra novidade do mês de férias no MIS é a estreia de “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna — uma experiência imersiva em nossa história profunda”, nova obra audiovisual que passa a ser exibida na sala imersiva a partir do dia 10 de janeiro, às 13h. O lançamento será às 16h, na sala imersiva do MIS (andar – 2 do Anexo). A obra foi desenvolvida pelo Laboratório de Visualizações Interativas e Simulações (LABVIS) da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a Lunart Estúdio de Animação.

A experiência propõe um mergulho sensorial na história profunda das Américas, conduzindo o visitante por uma linha do tempo dinâmica que vai do ano de 1500 da nossa era até cerca de 27 mil anos antes do presente (AP). Nesse percurso, o público é levado ao período em que os primeiros povos do continente americano coexistiram com gigantes da megafauna hoje extinta, como tigres-dentes-de-sabre, preguiças gigantes e gliptodontes (mamíferos característicos da megafauna).

Adriano Oliveira, professor da UFC à frente da equipe que desenvolveu a obra, explica como Ypykuéra aproxima o público da história dos povos originários nas Américas. “A obra articula evidências arqueológicas, paleontológicas e científicas contemporâneas com recursos audiovisuais, convidando o público a refletir sobre a presença dos povos originários nas Américas e sua convivência com animais da hoje extinta megafauna, milhares de anos antes da colonização europeia”, destaca Adriano Oliveira, que coordena o Laboratório de Visualizações Interativas e Simulações (LABVIS) da Universidade Federal do Ceará.

O trabalho homenageia a arqueóloga e pesquisadora Niède Guidon (Jaú, SP, 12 de março de 1922 – São Raimundo Nonato, PI, 4 de junho de 2025), arqueóloga brasileira, doutora pela Sorbonne, reconhecida internacionalmente por estudos sobre o povoamento das Américas. Niède tornou-se conhecida pelas teorias sobre o povoamento das Américas e pela luta pela criação e preservação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Fundadora da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), ela liderou as pesquisas na Serra da Capivara (PI) e defendeu evidências de presença humana muito anterior ao consenso tradicional no continente americano.

Com Ypykuéra, o MIS atua para ampliar e diversificar o cenário artístico cearense, fomentando a produção audiovisual e difundindo a ciência. Muito mais do que espaço expositivo, o MIS assume-se como um laboratório de aura contemporânea da memória e da experiência compartilhada, do encontro coletivo diante da obra que envolve, atravessa e exige o corpo inteiro. O MIS busca expandir a obra em memória, em duração e em comunidade”, destaca o diretor do MIS CE, Silas de Paula.

Exposições físicas 

No andar +2 do MIS, está em cartaz a exposição inédita “Turbilhão”, que reúne fotografias de artistas brasileiros dos anos 1950 e 1960. As imagens estavam guardadas no acervo da Sociedade Francesa de Fotografia e foram descobertas pelo pesquisador brasileiro Lucas Menezes, que assina a curadoria da mostra.

Integrando a programação da Temporada França-Brasil 2025, a exposição Turbilhão é resultado da pesquisa de doutorado do curador Lucas Menezes no país europeu. A coleção revela a diversidade estética e técnica que marcou a fotografia brasileira no pós-guerra: cenas do cotidiano, paisagens rurais e urbanas, imagens abstratas e experimentações modernas. São 47 fotografias de 30 fotógrafos brasileiros. Entre eles, alguns ganharam reconhecimento nas últimas décadas e são hoje reconhecidos como os principais expoentes da fotografia brasileira da época, tais como Chico Albuquerque, Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, Nelson Korjanski, Gaspar Gasparian, Eduardo Salvatore, José Yalenti, Marcel Giró, José Oiticica Filho, entre outros.

O MIS segue ainda com as exposições físicas “Imaginar os Cearás: memórias e tecnologias” (andar -1) e “Laboratório dos Sentidos” (Casarão).

Sala imersiva e biblioteca 

Nesta semana, a sala imersiva (andar -2 do Anexo) será dedicada de quarta a sexta-feira às exposições “Aves do Ceará”, “Fósseis do Cariri” e “O Paraquedista”. Sábado e  domingo fica em cartaz “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna”.

O MIS funciona de quarta a domingo, com horários diferenciados: quartas, quintas e domingos, das 10h às 18h (acesso até 17h30), e sextas e sábados, das 13h às 20h (acesso até 19h30). A biblioteca Marly Mariano & Thomaz Farkas (andar +1 do Anexo) funciona de quarta a sexta-feira, das 13h às 18h.