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Secult se reuniu com Fórum Cearense de Teatro, nesta quinta, 18/5
Sex, 19 de Maio de 2017 10:12

O secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, e a equipe da Secult se reuniram com o Fórum Cearense de Teatro, na noite desta quinta-feira, 18/5, no Galpão da Vila. Em pauta estiveram as políticas públicas para o teatro e a construção de um plano setorial para a linguagem artística, dando continuidade ao debate e diálogo com a instituições da sociedade civil. Diretores e diretoras de equipamentos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), como o Teatro Carlos Câmara, Theatro José de Alencar e Cineteatro São Luiz, estiveram presentes, assim como a coordenadora de Artes e Diversidade Cultural da Secult, Valéria Cordeiro.

"Temos uma meta de construção dos planos setoriais que está no Plano Estadual da Cultura, aprovado no ano passado pela Assembleia Legislativa do Estado. Por isso, temos que iniciar esse debate com os fóruns de linguagens artísticas. Iniciamos aqui com o objetivo mais de ouvir vocês, quais são as demandas, as críticas, para saber no que podemos avançar", destacou o secretário da Cultura do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba.

Apresentação dos equipamentos

Durante a reunião, produtores, atores e gestores puderam fazer perguntas para os gestores de equipamentos culturais e para o secretário da Cultura. A diretora do Theatro José de Alencar, Selma Santiago, aproveitou para falar sobre o número de apresentações de teatro que têm crescido no equipamento. "Em 2015, tivemos 211 apresentações de teatro. Já em 2016, esse número subiu para 301", comentou. Segundo a gestora, a tendência é continuar crescendo, a partir da recente reabertura do Anexo do TJA, na última quarta-feira, 17/5, e da realização da Chamada Pública de Ocupação do Theatro, que selecionou diversas propostas de atividades para o equipamento cultural.

Fernando Piancó, diretor do Teatro Carlos Câmara (TCC), falou sobre a experiência de gestão compartilhada do equipamento junto a grupos de teatro. "Pavilhão da Magnólia, Teatro Novo e Teatro Máquina são os grupos que tivemos experiências, cada um com sua particularidade. Conseguimos nessa gestão mais recente com o Máquina fazer trabalhos para além só da curadoria das atividades no Teatro. Começamos a fazer um trabalho com a população do Oitão Preto. Já levamos espetáculos para dentro da comunidade e inciamos o diálogo com líderes da comunidade", destacou o gestor, que aproveitou também para falar do novo edital de ocupação do TCC, que já está disponível para consulta no site da Secult.

Já a diretora do Cineteatro São Luiz, Rachel Gadelha, aproveitou para falar da programação do equipamento cultural e das possibilidades de ocupação do espaço. "Temos pelo menos uma vez no mês apresentações de teatro, na nossa sessão Curta Mais Teatro. Há também as apresentações no foyer do São Luiz e algumas apresentações que acontecem na Praça do Ferreira", ressaltou ao grupo. A gestora aproveitou para convidar o fórum a ir ao Cineteatro conhecer a infraestrutura e a mandarem propostas de apresentações.


Sugestões e contribuições

A equipe da Secult aproveitou para destacar que tem recebido algumas críticas de alguns agentes culturais de que os fóruns com sede em Fortaleza têm dado pouca voz aos municípios do interior do Estado. Propondo uma solução para a aproximação dos agentes, o secretário Fabiano dos Santos propôs maior participação do fórum na agenda da Secult no interior. "Vocês podem criar essas pautas no interior, pegar uma 'carona' em nossas visitas", destacou.

"Alguns gestores municipais que estão chegando vão puxar reuniões com as linguagens no interior do Estado. Seria interessante ter essa aproximação", sugeriu a coordenadora de Artes de Diversidade Cultural, Valéria Cordeiro.

A atriz, produtora e vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural, Vanesia Gomes, aproveitou para ressaltar que a chamada pública do Theatro José de Alencar abriu espaço para muitos grupos proporem atividades. Vanessia lembrou também do maior incentivo para circulação de peças. "Temos o edital de Incentivo às Artes, mas ele não consegue suprir as,demandas que temos. Posso ter montagem e circulação no edital mas não são para muitos grupos", disse, propondo um edital específico para a circulação.

Acatando a sugestão do Fórum, o secretário Fabiano dos Santos Piúba, disse ao grupo que, ao modelo do que está sendo feito na Secult com os Grupos de Trabalho dos Povos Indígenas e das Expressões Culturais Afro-brasileiras, o diálogo deve ser aprofundado, sugerindo, inclusive, que o grupo apresente uma minuta para o edital de circulação proposto.

O Fórum também sugeriu o aumento do prazo de ocupação dos grupos no Teatro Carlos Câmara, tendo em vista o melhor aproveitamento da gestão do equipamento.  O grupo concordou em formar um Grupo de Trabalho para debater a linguagem a nível estadual junto à Secult.

"Vamos iniciar agora a agenda de construção dos planos setoriais e tem a ver com tudo que conversarmos, em pensar na linguagem artística para os próximos 10 anos", finalizou o secretário Fabiano dos Santos.
 

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