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"Bienal Fora da Bienal" teve nesta terça Benita Prieto e Tino Freitas contando histórias às crianças do Instituto Tony Italo, em Itaitinga
Ter, 18 de Abril de 2017 12:20


Crianças do município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, vibraram na manhã desta terça-feira com a presença de dois grandes autores de livros infantis e contadores de história: Benita Prieto e Tino Freitas. Os dois mobilizaram a atenção da meninada no Instituto Tony Italo, instituição que trabalha com incentivo à leitura e à formação de crianças e jovens.
As autoras cearenses Vera Camelo e Glaucia Lima também participaram da atividade, apresentando trechos do livro "Cajueiro Pequenino", lançado nesta XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar, com apresentação do Ministério da Cultura e do Bradesco. Um dos curadores da Bienal, Kelsen Bravos, também compareceu ao encontro com a meninada, que teve como mote "Por livros onde as crianças possam morar".
Benita Prieto, atriz, escritora, produtora cultural, especialista em Literatura Infantil e Juvenil e em Leitura: Teoria e Práticas, destacou a alegria de estar ao lado das crianças e a importância de escutá-las. "É muito raro, hoje em dia, que as crianças sejam ouvidas. Esse escutar é essencial ao contador de histórias. Diante das crianças, percebemos o clima, vemos como elas estão, escutamos o que elas dizem e então decidimos como fazer essa abordagem, como começar a contar a história", ressaltou a renomada autora.
Tino Freitas, escritor, músico e contador de histórias cearense radicado em Brasília, é um dos responsáveis pela curadoria da programação infantil da Bienal e também celebrou o encontro com as crianças em Itaitinga. "É muito bom estar aqui, conhecendo um projeto tão importante e bonito quanto o Instituto Tony Italo e vivenciando esse contato direto com as crianças, também na Bienal Fora da Bienal".



O grande livro das crianças
Vera Camelo e Glaucia Lima enfatizaram a satisfação de receber a Bienal do Livro no Instituto e mostraram a maquete da futura expansão da entidade, incluindo um novo espaço para a biblioteca mantida por eles. Elas também mostraram o grande livro concebido pelo artista visual Caetano, com páginas em branco, que serão preenchidas pelas crianças que visitarão a Bienal.
Ao final do evento, o livro retornará ao Instituto Tony Italo, como um registro das contribuições de todos os meninos e meninas que deixaram sua palavra e seus desenhos nas páginas, formando uma nova obra, de autoria coletiva, nascida da Bienal.

Nesta quarta, Bienal vai aos moradores de rua e a Redenção
Nesta quarta-feira, 19/4, a programação da Bienal Fora da Bienal tem a escritora, bailarina e contadora de histórias Kiusam de Oliveira, de Santo André-SP, às 19h30 na Praça do Ferreira, em diálogo com os moradores de rua do Centro de Fortaleza. E um dia inteiro de atividades em Redenção, no Campus da Universidade da Lusofonia e da Integração Afrobrasileira (Unilab), reunindo consagradas escritoras de países africanos e de outras nações que falam português. É o Encontro Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa, que começa às 10h, com Rosalina Tavares (Cabo Verde), Conceição Evaristo (Brasil), Geraldo Amâncio (poeta e cantador cearense), Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Carlos Subuhana (Moçambique) e Brígida da Silva (Timor Leste). A mediação é de Manoel Casqueiro (Guiné-Bissau).
Às 14h acontece o debate sobre "A resistência da palavra nas literaturas africanas de língua portuguesa", com Rita Chaves(Brasil), Ondjaki (Angola) e Sueli Saraiva (Brasil), mediadora.
Às 15h tem o encontro do escritor Tony Tcheka com os estudantes guineenses e às 16h a escritora moçambicana Pauline Chiziane fala sobre o tema "Mulheres, Literatura e Resistência", com mediação da brasileira Luana Antunes.
Na quinta-feira, 20/4, a programação da Bienal Fora da Bienal continua em Redenção, na Unilab. Às 10h acontece a "Oficina Corporeidade Poética: Transcendendo o Corpo partindo da Ancestralidade Africana", com Kiusam de Oliveira, no Pátio Campus Palmares.
ÀS 10h tem a mesa de escritores da Fundação Palmares, sobre a Editora Nandyala (Redenção) e as obras "Água de Barrela", de Eliane Alves dos Santos Cruz (Brasil), "Haussá 1815", de Júlio César Farias de Andrade (Brasil), "Sobre as vitórias que a história não conta", de André Luís Soares (Brasil), "Sina Traçada", de Maria Custódia Wolney de Oliveira (Brasil), "Sessenta e seis elos", de Luiz Eduardo de Carvalho (Brasil), "Adjoké e as palavras que atravessaram o mar", de Patrícia Matos (Brasil). A mediação é da brasileira Sueli Saraiva.
Às 19h30 acontece a conferência "A Construção da Guineidade", com a escritora Moema Augel, doutora em Literaturas Africanas pela UFRJ.
Na sexta-feira, 21/4, às 16h, a Bienal Fora da Bienal acontece na praia do Titanzinho, no bairro Vicente Pinzon, com o escritor pernambucano André Neves, autor e ilustrador de livros infantis, propondo um bate-papo a partir do mote"Cadernos de areia em uma Fortaleza escondida", em "Uma conversa à beira-mar".
No sábado, 22/4, serão duas atividades da Bienal Fora da Bienal: na Vila do Mar, no Pirambu, à 16h, o escritor Daniel Galera põe os pés na areia e os braços n´água para conversar com os moradores a partir do mote "O coração do mar é o vento" em "Uma roda de conversa no mar". Já às 19h, no Cuca Jungurussu, o consagrado Ignácio de Loyola Brandão fala sobre "A literatura como modo de rebeldia urbana".
No domingo, 23/4, às 9h, no último dia de Bienal, a programação especial fora do Centro de Eventos do Ceará  será uma pedalada literária e artística, do Mucuripe ao Poço da Draga. O tema é "Alegria é a prova dos nove: pedalando com Frida Kahlo" e a convidada especial é Izabel Gurgel, jornalista, ex-diretora do Theatro José de Alencar. O passeio se inicia na área dos barcos no Mucuripe e segue até o Pavilhão Atlântico, no Poço da Draga, Praia de Iracema.


Mais sobre a Bienal Fora da Bienal
A Bienal Fora da Bienal é tanto uma forma de levar as atividades do evento a outros públicos, ressaltando o caráter democrático, inclusivo e participativo da Bienal, em sintonia com a política cultural do Ceará, como de colocar em prática o tema do evento, "Cada pessoa um livro; o mundo, a biblioteca", promovendo encontros entre pessoas de diferentes contextos, "acervos vivos" capazes de dialogar, compartilhar experiências, visões de mundo, crescer juntos, a partir de encontros que só a Bienal poderia proporcionar.
"A produção de situações de encontro para a Bienal Fora da Bienal é uma iniciativa inovadora da Bienal Internacional do Livro do Ceará", destaca o escritor Julio Lira, da ONG Mediação de Saberes, responsável pela coordenação e pela curadoria da Bienal Fora da Bienal.
"A Bienal Fora da Bienal realizará ao todo 14 atividades, pensadas estética, afetiva e politicamente. Este ano, juntos com a coordenação geral da Bienal, fomos chegando a uma programação em que outra vez nomes muito importantes da literatura de língua portuguesa terão oportunidade de interagir com nossa gente mais querida", complementa Julio Lira, citando a coordenadora geral, Mileide Flores, e os curadores, Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravos, além de sugestões do secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, e convidando todos a vivenciar ao máximo a BienalFora da Bienal.


Bienal no Sobrado José Lourenço
A exposição "Biwá", no Sobrado José Lourenço, da artista quilombola Claudia Oliveira, também integra a programação da Bienal Fora da Bienal. A abertura aconteceu no sábado, 15/4, às 10h, no Sobrado (Rua Major Facundo, 154, Centro, e a exposição segue aberta ao público, com entrada franca, ao longo de todo o período da Bienal, de segunda a sábado.

 

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